domingo, 15 de julho de 2018

Notícia - Actividade sexual e masturbação associada ao risco de cancro da próstata

O alerta é dirigido a todos os homens com menos de 40 anos. É que, segundo a equipa de investigadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, é nos 20 e 30 anos de idade que uma intensa actividade sexual (relações sexuais e masturbação) poderá estar relacionada com um maior risco de vir a desenvolver um cancro da próstata. Mais de 800 homens foram questionados sobre os seus hábitos sexuais para o estudo publicado na edição deste mês do BJU (British Journal of Urology) International.

“As hormonas parecem ter um papel determinante no cancro da prostata e são muitas vezes usadas em terapias. O desejo sexual também é regulado pelos níveis de hormonas e por isso este estudo quis explorar a eventual relação entre um maior desejo e actividade sexual e um risco mais elevado de cancro da próstata”, justifica Polyxeni Dimitropolou, autor do estudo que recrutou 400 homens com cancro na próstata e 409 sem a doença.

As respostas mostraram que, nos dois grupos de uma forma geral, 59 por cento dos inquiridos afirmaram que tiveram relações sexuais mais de 12 vezes por mês nos seus vinte anos, 48 por cento nos seus 30, 28 por cento nos seus 40 e 13 por cento nos seus 50. As diferenças surgem quando se revela que no grupo dos homens com cancro existiam cerca de 40 por cento que disseram ser sexulamente mais activos (mais de 20 vezes por mês) enquanto que essa fatia era de apenas 32 por cento no grupo de homnes sem a doença. A diferença tornava-se cada vez menos clara com o avançar da idade, sugerindo que a distinção se faz em idades mais jovens.

Sem quantificar, o estudo revela que uma maior actividade sexual intensa quando um homem está nos seus 20 anos pode ser associada a um aumento do risco de cancro da próstata e a relação entre a frequência da masturbação aos 20 e 30 anos de idade e a doença também terá ficado clara. Os investigadores não encontraram ligação entre o sexo e o cancro nos homens a partir dos 40 anos, alegando que a libertação de toxinas durante o acto sexual poderá ter um efeito protector. É preciso investigar mais, admite Dimitropolou.



http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357577

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